Brasil tem 3º maior banco de medula do mundo, mas precisa de doadores
01 Set 2010
Variedade étnica dos brasileiros torna mais difícil encontrar material compatível em bancos de dados de outros países.
O Brasil tem um dos maiores bancos de doadores de medula óssea do mundo. Só perde para Estados Unidos e Alemanha. Mesmo assim, precisa de muito mais gente disposta a fazer doações.
O publicitário Gabriel Gonçalves doa sangue há muito tempo. Mas o que ele está fazendo hoje é diferente. Uma pequena quantidade do sangue será analisada, arquivada e quando houver necessidade vai mostrar que ele é a pessoa certa para doar medula óssea para alguém compatível.
"Quero ajudar o próximo. Já sou doador de sangue. Vou fazer o cadastro agora e ver se posso ajudar ainda mais", diz o publicitário.
Foi o que aconteceu com Mirna Ayumi, que sofria de leucemia. "Eu estava bem fraca. Não podia ir na escola, nem sair, porque a imunidade é baixa.Era bem difícil", conta Mirna.
Há quatro anos ela fez um transplante de medula óssea e está curada. A medula fica dentro dos ossos. É como uma fábrica de células que vão formar o sangue. A retirada pode ser feita de duas maneiras. A primeira é usar uma agulha e seringa, fazendo punções na região da bacia."
É um procedimento rápido. A pessoa doa medula e depois de 24 horas tem alta", diz Carmem Vergueiro, da Associação de Medula Óssea de São Paulo.
Outra forma de fazer a doação é o doador tomar medicamentos por cinco dias para separar as células específicas que vão cair na corrente sanguinea. O doador vai para uma máquina por cerca de 4 horas. O sangue é retirado e filtrado, num processo semelhante à hemodiálise.
Em apenas 5 anos o Brasil se tornou o terceiro país com maior número de doadores de medula óssea, abaixo somente dos Estados Unidos e da Alemanha. Hoje o cadastro de doadores soma 1,750 milhão de pessoas.
O crescimento do número de doadores tem ajudado a salvar a vida de muitos brasileiros. Mas uma das características do nosso povo faz com que a necessidade de doadores seja ainda maior. É a nossa mistura de etnias."
Nós temos uma composição étnica muito grande. Isso significa que a nossa capacidade de encontrar doador nos sistemas internacionais é menor. Precisamos de um banco nosso para facilitar o acesso de nossos pacientes", diz Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca.
Pacientes prontos para serem operados estão hoje na fila de espera por um doador compatível. Em alguns estados, pelas características étnicas raras da população, a dificuldade de encontrar doadores é maior. A média brasileira é de um caso de compatibilidade para cada 100 mil doadores. Quando um doador não é encontrado no Brasil a busca vai para o exterior e a compatibilidade cai muito: um caso para cada um milhão de doadores.
"Aquele paciente vai depender da sua doação. É a chance de cura dele. É muito importante que o doador compreenda que isso não pode ser passado para outro. Só ele pode ajudar", explica o advogado Fabiano Nakamoto.
Fabiano fez isso com Mirna e fala sobre a emoção que sentiu:"
Fico muito contente em saber que ela está viva e tem a vida inteira pela frente", diz Fabiano.
Mirna também se emociona:
"Conhecer a pessoa que doou a medula para mim, que salvou minha vida. Considero ele como um irmão. Não sei nem o que falar. Só agradecer.
O Brasil tem um dos maiores bancos de doadores de medula óssea do mundo. Só perde para Estados Unidos e Alemanha. Mesmo assim, precisa de muito mais gente disposta a fazer doações.
O publicitário Gabriel Gonçalves doa sangue há muito tempo. Mas o que ele está fazendo hoje é diferente. Uma pequena quantidade do sangue será analisada, arquivada e quando houver necessidade vai mostrar que ele é a pessoa certa para doar medula óssea para alguém compatível.
"Quero ajudar o próximo. Já sou doador de sangue. Vou fazer o cadastro agora e ver se posso ajudar ainda mais", diz o publicitário.
Foi o que aconteceu com Mirna Ayumi, que sofria de leucemia. "Eu estava bem fraca. Não podia ir na escola, nem sair, porque a imunidade é baixa.Era bem difícil", conta Mirna.
Há quatro anos ela fez um transplante de medula óssea e está curada. A medula fica dentro dos ossos. É como uma fábrica de células que vão formar o sangue. A retirada pode ser feita de duas maneiras. A primeira é usar uma agulha e seringa, fazendo punções na região da bacia."
É um procedimento rápido. A pessoa doa medula e depois de 24 horas tem alta", diz Carmem Vergueiro, da Associação de Medula Óssea de São Paulo.
Outra forma de fazer a doação é o doador tomar medicamentos por cinco dias para separar as células específicas que vão cair na corrente sanguinea. O doador vai para uma máquina por cerca de 4 horas. O sangue é retirado e filtrado, num processo semelhante à hemodiálise.
Em apenas 5 anos o Brasil se tornou o terceiro país com maior número de doadores de medula óssea, abaixo somente dos Estados Unidos e da Alemanha. Hoje o cadastro de doadores soma 1,750 milhão de pessoas.
O crescimento do número de doadores tem ajudado a salvar a vida de muitos brasileiros. Mas uma das características do nosso povo faz com que a necessidade de doadores seja ainda maior. É a nossa mistura de etnias."
Nós temos uma composição étnica muito grande. Isso significa que a nossa capacidade de encontrar doador nos sistemas internacionais é menor. Precisamos de um banco nosso para facilitar o acesso de nossos pacientes", diz Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca.
Pacientes prontos para serem operados estão hoje na fila de espera por um doador compatível. Em alguns estados, pelas características étnicas raras da população, a dificuldade de encontrar doadores é maior. A média brasileira é de um caso de compatibilidade para cada 100 mil doadores. Quando um doador não é encontrado no Brasil a busca vai para o exterior e a compatibilidade cai muito: um caso para cada um milhão de doadores.
"Aquele paciente vai depender da sua doação. É a chance de cura dele. É muito importante que o doador compreenda que isso não pode ser passado para outro. Só ele pode ajudar", explica o advogado Fabiano Nakamoto.
Fabiano fez isso com Mirna e fala sobre a emoção que sentiu:"
Fico muito contente em saber que ela está viva e tem a vida inteira pela frente", diz Fabiano.
Mirna também se emociona:
"Conhecer a pessoa que doou a medula para mim, que salvou minha vida. Considero ele como um irmão. Não sei nem o que falar. Só agradecer.

